Agrodefesa e órgãos de defesa do consumidor inutilizam 17 toneladas de carne imprópria para consumo

Dezessete toneladas de carne de origem duvidosa e estocada fora dos padrões de higiene e temperatura foram destruídas na quinta-feira (31/1) por fiscais estaduais agropecuários da Gerência de Fiscalização Animal da Agência Goiana de Defesa Agropecuária – Agrodefesa. O produto foi apreendido no Residencial Cidade Verde, em Goiânia, durante operação conjunta da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor do Estado de Goiás – Decon, Superintendência de Polícia Técnico-Científica, Guarda Civil Metropolitana e a própria Agrodefesa. Em entrevista coletiva realizada hoje (1º/2), autoridades das instituições envolvidas na operação detalharam as informações sobre a ação.

O gerente de Fiscalização Animal da Agência, Janilson Azevedo Júnior, disse que o caso chama a atenção pelo volume de produto apreendido, que teve de ser levado em caminhões para o aterro sanitário de Senador Canedo, onde foi descartada. Segundo Janilson, a operação é relevante, porque barra a chegada ao mercado de produto impróprio para consumo humano, situação que pode acarretar inclusive problemas de saúde pública. Durante a operação, constatou-se que o produto seria comercializado principalmente na região Oeste da capital.

Providências

Há algum tempo, por meio de investigações após denúncias, os policiais constataram movimentação atípica em vias públicas do bairro, para transporte de carnes aparentemente de origem clandestina. A prática irregular era realizada em um local onde anteriormente funcionava uma oficina mecânica, que servia para carregamento e transporte de cargas e funcionava sem nenhum tipo de autorização dos órgãos sanitários. O desfecho ocorreu na quinta-feira (31/1) após cumprimento de mandado de busca e apreensão da Decon.

A polícia e os técnicos encontraram carnes fora da temperatura recomendada, com identificação aparentemente fraudada ou em desacordo com as normas sanitárias vigentes, além de inconsistências na documentação apresentada. A pessoa responsável pelo local onde as carnes eram estocadas, além de empregados, foram conduzidos até a delegacia para adoção de medidas legais. Foi instaurado inquérito policial para apurar possível prática de crime contra as relações de consumo, que prevê pena de detenção de dois a cinco anos.

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