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Manejo sustentado de jacarés já é realidade em GOIÁS
10/10/2017 15h34 - Atualizado em 10/10/2017 15h38

 


















Manejo sustentado de jacarés já é realidade em GOIÁS


A Área de Proteção Ambiental Meandros do Rio Araguaia (APA- Meandros do Rio Araguaia) é uma unidade de conservação de uso sustentado rica em recursos da fauna nativa Brasileira. Dentre eles, destaca-se o jacaré-açu, cujo nome científico é Melonusuchus niger. Mediante autorizações do ICMBio, IBAMA e SECIMA, em 2005 foi iniciado um projeto pioneiro de manejo de jacarés no Estado de Goiás.

Os trabalhos começam na APA, onde são realizados estudos populacionais que descrevem a capacidade produtiva de jacarés da região. Com base nos resultados a cota de manejo de ninhos é definida anualmente. Na época de postura os ovos são coletados e levados para incubação no criatório localizado no município de São Miguel do Araguaia-GO (Chácara Biocroc; código de cadastro na AGRODEFESA Nº 022002423; Rod. GO 164 Km 15). Os ovos são mantidos em estufas até a eclosão e os filhotes são recriados em tanques, onde permanecem até cerca de 20 meses, época em que alcançam o tamanho e o peso ideais para o aproveitamento de carne e pele. Além da incubadora, o criatório conta com sala de preparo de rações e três tanques com capacidade para alojar 800 jacarés por tanque. O criatório vem sendo monitorado pela AGRODEFESA no que diz respeito à verificação sanitária e condições ambientais, bem como o transporte dos animais para o frigorífico.

Sendo o pioneiro no Estado de Goiás, o abate e processamento de jacarés foi inaugurado no dia 19/09/2017, no frigorífico da Cooperativa Mista Agropecuária dos Aquicultores do Lago Serra da Mesa e Agricultores Familiares de Uruaçu – Cooperpesca. O mesmo foi adequado para beneficiar jacarés, atendendo as normas do Serviço de Inspeção Estadual para Produtos de Origem Animal-SIE/AGRODEFESA-GO, legislações de bem estar animal e abate humanitário.

Este ano estão sendo processados 300 animais, com peso médio ao abate de 15Kg, gerando cerca de 1.5 toneladas de carne para serem comercializadas no Estado. Além de uma carne de baixo teor de gordura, sabor leve e de cor branca a pele dos animais possui alto valor no mercado para produção de bolsas, sapatos, etc.

Participam do projeto os FEA/AGRODEFESA-Médicos Veterinários André Felipe Vieira, Lis de Oliveira Sousa; Lorena Alves de Carvalho, Paulo Roberto Lucas Viana Filho; o Biólogo Tiago Andrade, responsável técnico pelo projeto; Joilson Medeiros de Barros, técnico especializado em manejo de jacarés, Itamar Santos, técnico de campo e o Prof. Dr. Marcos Eduardo Coutinho, pesquisador do Centro de Répteis e Anfíbios (RAN/ICMBio).

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