Goiás busca manutenção do status de Área sem Ocorrência de Cancro Cítrico, em 2020

Condição de área livre da doença tem grande importância econômica para os produtores e para o Estado. Reconhecimento pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento leva em conta os resultados do levantamento fitossanitário anual.

O Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), trabalha para obter em 2020 o reconhecimento oficial pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) do status de ‘Área sem Ocorrência de Cancro Cítrico’ (Xanthomonas citri subsp citri), condição já alcançada em anos anteriores. Para tanto vai realizar no período de 15 de outubro a 15 de dezembro nova etapa do levantamento fitossanitário anual para o cancro cítrico.

No exercício de 2018, durante ações de fiscalizações e inspeções fitossanitárias de rotina, foi constatada a presença de plantas cítricas contaminadas pelo cancro cítrico nos municípios de Jataí, Itajá e Lagoa Santa, em áreas não comerciais, as quais vêm sendo erradicadas conforme os critérios e procedimentos estabelecidos na Instrução Normativa Federal nº 21/2018. Os resultados são comunicados regularmente à Superintendência Federal da Agricultura em Goiás.

Em decorrência dos registros de cancro cítrico nos três municípios do Sudoeste Goiano, Goiás passou a ser reconhecido por dois status fitossanitários para o cancro cítrico, conforme Resolução nº 02 de 16 de julho de 2019 da Mapa. O primeiro como ‘Área sem Ocorrência do Cancro Cítrico’, com exceção dos municípios de Jataí, Itajá e Lagoa Santa, e o segundo, como consequência da presença de cancro nessas localidades, como ‘Área Sob Erradicação do Cancro Cítrico’.

O presidente da Agência, José Essado, argumenta que a manutenção do reconhecimento oficial do status fitossanitário do cancro cítrico é de fundamental importância, com reflexos positivos na produção e na comercialização dos citros de Goiás. Daí a ênfase ao monitoramento continuado dos cultivos de citros no Estado, com adoção de medidas capazes de prevenir e erradicar a doença, como já vem ocorrendo nas localidades onde a doença foi detectada.

Treinamento

Para a realização do levantamento fitossanitário deste ano, que terá início nesta quinta-feira (15/10) e vai até 15 de dezembro, a Agrodefesa, por meio da Gerência de Sanidade Vegetal/Coordenação do Programa de Citros, realizou hoje (14/10) treinamento virtual com participação de 62 engenheiros agrônomos fiscais estaduais agropecuários para avaliação de 61 propriedades comerciais de citros e oito viveiros de Goiás cadastrados na Agrodefesa, em 41 municípios do Estado.

Os trabalhos foram abertos pelo diretor de Defesa Agropecuária, Sérgio Paulo Coelho e em seguida conduzidos pela gerente de Sanidade Vegetal, Daniela Rézio e Silva, e pela coordenadora do Programa de Citros, Mariza da Silva Mendanha. Ao longo do treinamento foram repassadas informações e diretrizes técnicas para que os fiscais possam fazer o levantamento fitossanitário em conformidade com a Instrução Normativa Federal n° 21/2018, que trata da manutenção do status fitossanitário de ‘Área sem Ocorrência de Cancro Cítrico’. Os participantes tiveram oportunidade para fazer questionamentos e esclarecer dúvidas.

Uma vez concluído o levantamento fitossanitário e obtidos os resultados oficiais dos laudos e diagnósticos emitidos pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Goiás (LFDA/GO), a Gerência de Sanidade Vegetal elaborará Relatório Técnico, contendo todos os documentos comprobatórios, e enviará à Superintendência Federal da Agricultura do Ministério da Agricultura em Goiás. Após avaliações e análises, os documentos são encaminhados ao Departamento de Sanidade Vegetal do Mapa, responsável pela análise final e devidos pareceres técnicos.

A citricultura ocupa área aproximada de 13 mil hectares no Estado, dos quais cerca de 8 mil hectares cultivados com laranja, 4.900 hectares com tangerina e 564 hectares com limão. Os maiores cultivos se localizam nos municípios de Itaberaí, Hidrolândia, Inhumas, Água Fria de Goiás e Caldas Novas.

 

Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) – Governo de Goiás – 3201-3546

Cancro cítrico pode causar prejuízos aos produtores e à economia do Estado. Daí a

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Em municípios do Sudoeste goiano, onde foi constatado o cancro, fiscais da

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